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SINDICATO DOS ÁRBITROS DE FUTEBOL DO ESTADO DE SÃO PAULO |
SOPRANDO APITO
28/04
No sábado, dia 26/04, o jornal “O Globo” em sua página 43 – Panorama Esportivo, de Antonio Maria Filho e Jorge Luiz Rodrigues, sob o título “SOPRANDO APITO” lemos o seguinte texto:
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Os
Jogos Olimpícos de Pequim vão marcar outro ponto triste na história da
arbitragem brasileira de futebol. Quarenta e quatro ano após Eunápio
Vieira de Queiróz se tornar o primeiro juiz do país a apitar nos gramados
das Olimpíadas de Tóquio, em 1963, o país passará pelo vexame de não ter
representante algum no megaevento, nem entre os homens, tampouco entre as
mulheres. É mais um capítulo da crise que se arrasta a alguns anos. Nos Jogos de Atenas, em 2004, nenhum homem tinha sido escolhido, mas a juíza Silvia Regina de |
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Ricardo Teixeira: Que a escolha da Fifa sirva de alerta para a Comissão de Arbitragem da CBF. |
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Oliveira e a bandeirinha Ana Paula de Oliveira foram convocadas evitando o
vexame da ausência total. Na lista para Pequim-2008 anunciada ontem pelo presidente da Comissão de Arbitragem da Fifa, o espanhol Angel María Villar, o Brasil ficou ausente pela primeira vez em 44 anos. De Eunápio, em 1964, à Silvia, em 2004, o país tivera árbitro (a) s em todas as Olimpíadas disputadas. Dos jogos de Londres-1908 aos de Roma-1960. Não houve brasileiro convocado. Levando-se em conta que as Olimpíadas são consideradas pelas Fifa como teste para os candidatos a apitar numa Copa do Mundo e que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, é vice de Villar na Comissão de Arbitragem, a situação se complica mais ainda. – É prova de desprestígio e da má qualidade da arbitragem brasileira. É triste – dia, à coluna, Arnaldo Cezar Coelho, que apitou nos Jogos de Montreal-1976 e de Seul-1988. Para ser ter uma idéia do nível dos brasileiros que já trabalharam em Olimpíadas, além de Arnaldo (que dirigiu a final da Copa do Mundo de 1982), Romualdo Arppi Filho (apitou a decisão do Mundial de 1986) é o recordista do país com três participações olímpicas, em 1968, 1980 e 1984. Ricardo Teixeira acredita que a escolha da Fifa sirva de alerta para a Comissão de Arbitragem da CBF: – O investimento em treinamento e preparação tem sido alto, com objetivo de renovação. É o preço que se busca de um quadro melhor de oficiais. A realidade, porém, tem sido sombria. O gaúcho Leonardo Gaciba foi reprovado no teste físico para o último Mundial Sub-20. E Maria Eliza Barbosa, do quadro da Fifa, faltou ao da CBF, semana passada. Ricardo Teixeira admite: – O caso dos testes físicos e da bandeirinha é lamentável. Além disso, tenho visto erros absurdos nos Estaduais. Maus árbitros não podem chegar ao Campeonato Brasileiro. Já alertei ao Sérgio (Sérgio Corrêa, presidente da comissão nacional) sobre isso. A única coisa clara neste cenário sombrio é que ainda há muito a fazer. |
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