SINDICATO DOS ÁRBITROS DE FUTEBOL 

DO ESTADO DE SÃO PAULO

 

Sérgio Corrêa rebate acusações

 

Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF comenta sobre declarações de Kléber Pereira e Montenegro
 

10/11/2008 - 20:35

 

O Presidente da Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Sérgio Corrêa, não deixou passar em branco as declarações feitas pelo jogador Kléber Pereira, do Santos, e pelo Vice-Presidente de futebol do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro. Enquanto o santista fez graves acusações à arbitragem do confronto com o Vasco, o dirigente alvinegro disse que a própria Entidade faz parte de uma máfia com o rival Flamengo e a Polícia Militar.

Inconformado com o que foi veiculado na mídia nesta segunda-feira, dia 10 de novembro, Sérgio Corrêa afirmou que esse tipo de atitude é lamentável: “Acho que se existe uma máfia na CBF e se o árbitro do jogo entre Vasco e Santos foi comprado, deve-se fazer uma manifestação por escrito dando nomes aos bois. Para uma pessoa fazer declarações como essa é porque tem como comprovar", afirmou o comandante da arbitragem no país ao site Justicadesportiva.com.br.

Além disso, Corrêa mostrou-se bastante irritado com as críticas à arbitragem do Brasileirão: "Não vai demorar muito para não termos mais nenhum árbitro que sirva, pois todos recebem reclamações. Assim, é mais fácil colocar dez de cada lado do campo para cuidar de cada um dos jogadores. É muito cômodo criticar analisando através de imagens, com vários ângulos diferentes", esbravejou.

A polêmica envolvendo o artilheiro do Campeonato Brasileiro começou após o término da partida entre Santos e Vasco, em São Januário, no último domingo, dia 9. Em entrevista a uma rádio, Kléber Pereira disse que o árbitro Elmo Alves Resende Cunha deveria estar com o bolso cheio, insinuando que teria sido comprado para favorecer a equipe da casa, que venceu por 1 a 0 após um gol de pênalti marcado por Edmundo.

Por toda a gravidade da acusação do atacante, ele pode até mesmo parar no banco dos réus do Superior Tribunal de Justiça Desportiva para ser julgado: "Eu ainda não vi a declaração do jogador, mas o que temos o costume de fazer, em situações como essa, é mandar um ofício para o STJD apurar e ver se é cabível à Procuradoria oferecer uma denúncia", disse.

Já as declarações de Montenegro aconteceram em virtude da arbitragem no clássico com o Flamengo. O Botafogo não concordava tanto com a mudança de local do clássico, que seria o Engenhão, quanto com a escolha de Marcelo de Lima Henrique para apitar a disputa, já que o árbitro tinha se envolvido em outra polêmica no mesmo clássico, mas desta vez na final da Taça Guanabara, pelo Campeonato Estadual deste ano.

O entendimento de Sérgio Corrêa é de que a arbitragem apresentou um bom nível durante os 90 minutos, ainda que o Botafogo tenha reclamado de um pênalti não marcado após suposta falta do goleiro Bruno em cima de Jorge Henrique, com um minuto de jogo: "Na final do Estadual eu até concordei com algumas críticas e achei que a nota dele foi 6, 5, mas agora achei que o árbitro teve um bom desempenho. Não vi nada demais", finalizou o Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.

Em relação ao primeiro caso, não foi a primeira vez que um santista se envolve em polêmica com a arbitragem. Fabiano Eller acabou suspenso por três jogos em julgamento da Primeira Comissão Disciplinar por ter sido expulso contra o Grêmio e logo após ofender o árbitro, que na ocasião era exatamente Marcelo de Lima Henrique. Pelo lado do Botafogo é o Presidente Bebeto de Freitas que estará em evidência na próxima terça-feira, pois será julgado por reclamar após gol mal anulado contra seu time, na partida diante do São Paulo.

Fonte: Aline Pereira e Tayná Jordão - www.justicadesportiva.com.br


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