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Uma das vítimas preferidas de
Vanderlei Luxemburgo, Sérgio Corrêa da Silva, chefe da Comissão de Arbitragem da
CBF, concedeu entrevista ao blog, por e-mail. Corrêa analisa o momento da
arbitragem no Campeonato Brasileiro e o estilo do gaúcho Leandro Pedro Vuaden,
uma das grandes novidades da arbitragem nos últimos tempos.
Como você avalia a arbitragem no Brasileiro 2008?
Corrêa - Dentro das diretrizes divulgadas pelo presidente Ricardo Teixeira, em 5
de setembro de 2007, o momento da arbitragem é o de renovação de conceitos e
árbitros, com vários lançamentos de promissores apitadores. Isto levará tempo,
porém o projeto está em andamento. Não será possível unificar critérios, mesmo
porque não se unifica nada quando falamos em interpretações. Os jornalistas têm
opiniões diferentes de um mesmo lance, de um mesmo craque, de um mesmo
treinador, de um mesmo árbitro. Da mesma forma que as equipes têm esquemas
táticos diferenciados, estilos definidos de acordo com os adversários, a
arbitragem não pode ser diferente. Os instrutores dos árbitros são ex-árbitros
internacionais de reconhecida capacidade, como, por exemplo, Antônio Pereira da
Silva/GO, Jorge Paulo de Oliveira Gomes/DF,
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Aristeu Leonardo Tavares/RJ, etc.
O que você acha do estilo do árbitro gaúcho Leandro Pedro Vuaden, que
não marca tantas faltas? Ele pode influenciar outros árbitros?
Corrêa - Nem tanto ao mar, nem tanto a terra. Observamos uma queda na
marcação de faltas, a orientação dos instrutores acima mencionados é para se
marcar as faltas que existirem, porém, o contato físico também deve ser
observado como tal. A Comissão de Arbitragem realizou cursos de aprimoramentos
na Granja Comary, inclusive para os árbitros internacionais e aspirantes. Na
oportunidade, o assunto “contato físico faz parte do jogo e não deve ser
confundido com falta” foi um dos temas escolhidos pelos próprios árbitros. Por
outro lado, os árbitros não são diferentes dos craques, cada um tem seu estilo.
Uns mais técnicos, outros mais disciplinadores. É a característica humana.
Quanto à qualidade individual, não podemos esquecer que as opiniões são emitidas
em cima de fatos definidos e, claro, vale relembrar que eles não têm os mesmos
recursos eletrônicos.
Os árbitros acostumados a marcar “tudo” podem se complicar ao tentar mudar de
estilo?Corrêa - O árbitro deve apitar o que vê, com base nos
procedimentos ensinados pela FIFA (posicionamento, movimentação e técnicas de
arbitragem). Para uma partida ter poucas faltas é necessário que os árbitros
interpretem bem, além do primordial, que é estar fisicamente bem. A Comissão de
Arbitragem da CBF não escolhe estilo, apenas designa para os sorteios aqueles
que estão tendo um resultado regular na competição.
Como foram os testes físicos na quinta-feira
passada (dia 7)?
Corrêa - Os árbitros Aspirantes-FIFA passaram com
tranqüilidade. As mulheres ainda não conseguiram atingir os índices masculinos,
mas isto é possível. Afinal, duas delas (Marcia Caetano/RO e Janete Arcanjo/MG)
conseguiram e estão atuando. Não adianta criarmos regras diferenciadas, pois as
árbitras não serão designadas para competições masculinas da Fifa e Conmebol
enquanto não atingirem tais índices. Fazer diferente é um engano.
O que acontece com as assistentes Maria Elisa Barbosa, Ana Paula Oliveira e
Aline Lambert? Não vão mais conseguir atingir o nível físico exigido?
Corrêa - A Maria Elisa e a Ana Paula passaram - e bem - nos índices
femininos. A Aline Lambert ainda não, mas numa próxima oportunidade ela deve
conseguir, inclusive o índice feminino, pois sempre passou.
Fonte: Extraído do blog do Jornalista Paulo Calçade
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