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SINDICATO DOS ÁRBITROS DE FUTEBOL DO ESTADO DE SÃO PAULO |
Cleber Abade nega repressão à paradinha
Quinta, 4 de setembro de 2008
| Após tanta polêmica levantada
nas últimas semanas a respeito da finta durante a cobrança de pênalti,
Cléber Wellington Abade (foto)
se manifestou nesta quarta-feira. Acusado de
ter proibido o atacante Alex Mineiro caso o camisa nove realizasse a
paradinha, o árbitro negou a repressão ao atleta, mas ainda assim pediu
desculpas que teria causado ao Palmeiras e aos outros colegas de
profissão.
Em comunicado oficial enviado à imprensa, Abade esclareceu que apenas explicou a Alex Mineiro, durante a partida contra a Portuguesa em 24 de agosto, que tomasse cuidado para não cometer uma atitude antidesportiva (passar o pé sobre a bola). Com isso ele refutou as acusações de proibir o centroavante do Palmeiras caso realizasse a finta antes de cobrar o pênalti ou, então, admoestá-lo com o amarelo. "Em momento algum disse, a quem quer que fosse, que a paradinha estava proibida", garantiu Abade. |
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| "Não recebi
orientação a respeito de coibir a finta e em momento algum, mesmo tendo o
dever de advertir o Alex Mineiro sobre uma possível atitude antidesportiva,
jamais ameacei adverti-lo com o cartão amarelo caso assim procedesse",
complementou.
Abade, contudo, pediu desculpas ao Palmeiras. Clube responsável por "instaurar" a paradinha com Alex Mineiro, a equipe acabou sofrendo "do próprio veneno" no último domingo, quando Alan Bahia fintou Marcos e marcou o gol do Atlético-PR, que mesmo assim acabou derrotado pelo Palmeiras por 2 a 1 na Arena da Baixada. "Gostaria de me desculpar com o Palmeiras se, mesmo de forma involuntária, criei alguma pressão psicológica sobre seu atleta. E também aos árbitros que, em razão das notícias veiculadas de forma incorreta e com dados inverídicos, enfrentaram dificuldades em lances penais durante outras partidas", escreveu o árbitro, que garantiu deixar para os batedores de pênalti a realização, ou não, da finta. "Justamente por jamais imaginar que um simples diálogo no campo de jogo pudesse criar tanta polêmica, informo que não mais adotarei este tipo de atitude", assegurou. "Até porque é dever do atleta profissional ter pleno conhecimento das regras do jogo que pratica", encerrou. Confira, na íntegra, o comunicado de Abade: Tendo em vista várias reportagens com informações referentes ao diálogo mantido entre mim e o atleta Alex Mineiro, da S. E. Palmeiras, antes da cobrança da penalidade máxima durante o jogo contra a Associação Portuguesa de Desportos, venho a público esclarecer: 1 No dia do teste teórico da CBF, solicitei orientações aos instrutores a respeito da encenação, popularmente conhecida como paradinha, no momento das cobranças de pênaltis e também sobre a partir de que situação ela passaria a ser considerada uma atitude antidesportiva. A resposta que obtive é que assim ela seria considerada se o atleta executor da cobrança passasse o pé sobre a bola. 2 Na partida em questão, disputada em 24 de agosto, logo após a marcação da penalidade máxima a favor da Sociedade Esportiva Palmeiras, fui alertado pelos atletas da Associação Portuguesa de Desportos sobre o fato que o atleta executor, no caso Alex Mineiro, costuma cometer excessos na paradinha. Respondi a eles que estaria atento e que qualquer irregularidade estava proibida. 3 Fui questionado, em seguida, pelo próprio jogador Alex Mineiro, que me perguntou o que ocorreria se ele fizesse a paradinha. Eu lhe respondi que, caso cometesse algum excesso, em caso de gol o tiro seria repetido, e na hipótese de 'não gol' um tiro livre indireto seria marcado a favor da Associação Portuguesa de Desportos. O referido atleta cobrou o pênalti sem irregularidades e o gol foi validado. Ocorre, porém, que alguns fatos inverídicos foram divulgados pela mídia, os quais desminto agora: 1 Em momento algum disse a quem quer que fosse que a paradinha estava proibida. 2 Em momento algum recebi orientação de quem quer que fosse a respeito de coibir a cobrança do tiro penal com a paradinha. 3 Em momento algum, mesmo tendo o dever de advertir o jogador Alex Mineiro sobre uma possível atitude antidesportiva, jamais ameacei adverti-lo com o cartão amarelo caso assim ele procedesse. Por fim, gostaria de me desculpar com a Sociedade Esportiva Palmeiras se, mesmo de forma involuntária, criei alguma pressão psicológica sobre seu atleta, e também aos árbitros que, em razão das notícias veiculadas de forma incorreta e com dados inverídicos, enfrentaram dificuldades em lances penais durante outras partidas. Justamente por jamais imaginar que um simples diálogo no campo de jogo pudesse criar tanta polêmica, informo que não mais adotarei este tipo de atitude, até porque é dever do atleta profissional ter pleno conhecimento das regras do jogo que pratica. Cléber Wellington Abade |
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