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SINDICATO DOS ÁRBITROS DE FUTEBOL DO ESTADO DE SÃO PAULO |
Estilo Vuaden mundializa Brasileirão
Há algo de novo na arbitragem brasileira e a novidade vem do Rio Grande do Sul
31/08/2008
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O profissional que está à frente do palco é Leandro Pedro Vuaden, que vem colhendo copiosos elogios de técnicos e colunistas esportivos em razão de suas atuações no Campeonato Brasileiro, já qualificada como "arbitragem européia". A exemplo de Carlos Simon e Leonardo Gaciba, ele caminha a passos largos para se firmar como um dos grandes nomes da arbitragem brasileira. A estrela de Vuaden começou a ascender em 16 de julho, depois do jogo em que o Palmeiras venceu o Fluminense por 3 X 1 no Palestra Itália. Vanderlei Luxemburgo, um dos mais renitentes críticos dos árbitros desde o início do campeonato, não poupou elogios. "Foi um jogo corrido, com dinâmica. Aqui, os árbitros têm a mania de marcar qualquer encontrão. Fui dar os parabéns ao Vuaden. Vi uma partida bonita. Erros aconteceram, mas foi normal", disse o sempre exigente Luxemburgo, que também lembrou de Vuaden quando o Palmeiras empatou em 1 X 1 com o |
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| Grêmio no estádio
Olímpico, no dia 27, quando o atacante Kléber recebeu o terceiro cartão
amarelo. "Todo mundo sabe que futebol é jogo de muito choque. Juiz que
fica marcando faltinha aqui e ali é inseguro. É bom todos se lembrarem
daquele árbitro (o gaúcho Leandro Vuaden) que apitou nossa partida contra
o Fluminense. Aquilo foi jogo bonito de se ver, corrido e sem faltas",
destacou Luxemburgo. Filosofia Quem conhece a trajetória de Leandro Vuaden nos gramados do Rio Grande do Sul não se surpreende com o reconhecimento conquistado por este gaúcho de Estrela, 33 anos de idade, que já foi eleito duas vezes melhor árbitro do Campeonato Gaúcho (2005 e 2006). Integrante do quadro da CBF, em 2008 foi alçado é condição de Aspirante FIFA. A hora e a vez de Vuaden
Critérios O Datafolha, instituto de pesquisas do jornal Folha de São Paulo, apurou que Vuaden marca em média 31 faltas por partida, um número bem abaixo da média dos demais árbitros do atual Brasileiro (40,6 infrações por jogo). "A CBF nos orientou a não apitar tantas faltas, que fôssemos mais criteriosos. No futebol gaúcho há choque, pegada, não marcamos qualquer falta. E sou assim, eu quero ver um grande espetáculo. Dificilmente passo de 30 faltas (por jogo). Os primeiros minutos são cruciais. Se você não marcar falta no começo, o atleta não vai simular mais, vai tentar jogar", explica o árbitro. Deixando o jogo correr, Vuaden faz partidas com mais gols (em média, os jogos dele têm 3,4 gols – e a média de gols por jogo do campeonato é de 2,68). Com menos faltas, também há menos cartões amarelos e vermelhos nas partidas de Vuaden (4 amarelos e 0,2 vermelhos, segundo informações do Datafolha). Leandro Vuaden conseguiu a rara façanha de ser elogiado até mesmo pelos técnicos derrotados nas partidas em que trabalha. Foi o caso do botafoguense Ney Franco, no jogo em que sua equipe perdeu para o São Paulo por 2 X 1, no Morumbi, no dia 20 de julho. "O árbitro foi muito bem nessa partida, deixou o jogo seguir. Esse gaúcho é um dos melhores árbitros do futebol brasileiro, tem um futuro muito bom pela frente", destacou o técnico alvinegro. O jornalista Flávio Prado, outro entusiasta da "arbitragem corajosa" de Vuaden, faz um alerta: "As arbitragens desse jovem gaúcho passaram a servir como referência e são citadas até em outros confrontos. Em algum momento ele cometerá erros. Será a hora de lhe dar maior apoio e sinalizar que é assim que queremos ver o futebol". Fonte: Jornal Marca da Cal |
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