|
SINDICATO DOS ÁRBITROS DE FUTEBOL DO ESTADO DE SÃO PAULO |
Marcos pede desculpas e diz que "passou dos limites"
Terça, 11 de novembro de 2008
|
|
Após ter seu nome envolvido em uma polêmica na
derrota do Palmeiras para o Grêmio no último final de semana, em pleno
Palestra Itália, o goleiro Marcos pediu desculpas por ter desrespeitado as
ordens do técnico Vanderlei Luxemburgo ao ir para o ataque tentar o
empate. O veterano arqueiro também reconheceu que exagerou na atitude de
tentar dar a vitória à equipe paulista para seguir na luta pelo título
brasileiro.
"Acho que ele (Luxemburgo) tem todo o direito de me punir, é o comandante e tem todo direto de fazer, se achar melhor. É um treinador que sempre foi meu amigo, dentro e fora de campo. Estou aqui para pedir desculpas e para dizer que não queria passar por cima do comando dele e nem jogar a torcida contra o resto do time", disse. Com a possibilidade de ser punido pelo treinador pela sua atitude, o goleiro assumiu a culpa pelo lance e |
|
lembrou que não foi a primeira vez que se comportou mau nos últimos
tempos. Recentemente, após novo tropeço para o Fluminense, no Rio de
Janeiro, o pentacampeão mundial fez duras críticas ao elenco alviverde e
recomendou a ajuda de um psicólogo.
"Um psiquiatra talvez entenderia o que eu fiz. Mas pelo menos eu melhorei porque saí do jogo e nem dei entrevista, senão estaria pior do que está. Saí de campo quieto e sei que já passei dos limites neste ano", disse o ídolo palmeirense, bastante abatido pelas críticas recebidas após o revés para o vice-líder do Campeonato Brasileiro. Durante entrevista concedida no CT do Palmeiras, na tarde desta terça-feira, Marcos disse que assume a culpa pela atitude, mas não pela derrota da equipe diante do Grêmio, resultado que deixou o time do Palestra Itália mais longe do título. Ao reconhecer a falha, o goleiro afirmou que entenderá a decisão do treinador, caso opte por deixá-lo fora do time no próximo duelo, diante do Flamengo. "O errado fui eu. Quem tomou a atitude errada fui eu. E ele (Luxemburgo) é o comandante e tem que ver o que é bom. Se quiser me tirar do time, não vou levar para o lado pessoal e a torcida tem que apoiar a decisão", disse o goleiro, que fez questão de lembrar que o treinador é o maior responsável por sua volta aos gramados após um longo período de inatividade. "Jamais eu faria alguma coisa contra o Vanderlei, ainda mais depois do que ele fez para mim este ano. Temos que manter o foco para o jogo contra o Flamengo e tentar fazer um jogo bem feito no Maracanã", disse o goleiro, que prometeu não repetir a atitude nos próximos jogos. "Domingo, se eu estiver jogando, não vou para o ataque", completou. Chateado pelos últimos acontecimentos, Marcos destacou que ainda não encontrou com o treinador após a derrota do último final de semana. Alvo de críticas, o goleiro disse que, por ser um ídolo na história do clube, sofre mais com a pressão dos torcedores do que o restante do elenco. "É difícil conviver 16 anos no clube e ser só profissional. Às vezes isso confunde um pouco e eu fico muito mais coração do que razão. Sou um cara muito vinculado ao clube, a cobrança em cima de mim é muito maior do que a cobrança sobre os outros", desabafou o goleiro, que mais uma vez deixou clara a sua intenção de ajudar o Palmeiras ao chegar à igualdade no domingo. "Só quero que ele saiba que a minha intenção foi a melhor possível. Não quero nenhum tipo de comparação, sei que o Rogério (do São Paulo) é muito melhor do que eu (com a bola nos pés), mas ele vai bater uma falta e não vai com a intenção de prejudicar o time ou menosprezar os companheiros, ele vai para ajudar", disse. "Tenho consciência que eu sou ruim, mas não infringi nenhuma regra do jogo. Naquela hora, tentei uma trombada com o zagueiro, uma dividida com o goleiro que pudesse sobrar para alguém. A gente tinha um monte de atacantes na área", afirmou Marcos. Fonte: Redação Terra |
|
|
Copyright © 2003 Safesp ® Todos os direitos reservados. |